Johnny Hooker fez um disco pra expor o amor sem nenhum tipo de pudor e isso o qualifica como um disco explosivo e coerente.

Por mais que possa soar ao contrário, um amor decadente é um amor cheio de personalidade. É um amor que luta por espaço, por soluções, por verdades, por lealdade e a todo custo tenta se livrar de toda mentira que o cerca, no presente e no passado.

Um amor em processo de decadência é cheio de raiva e ele não mede palavras para gritar tudo o que está clamando para ser gritado, com toda a força do mundo.

Alguns vão dizer que um amor decadente é pura dor de cotovelo, e com um toque a mais de coragem (ou fraqueza, dependendo do ponto de vista) será visto como algo doentio. A verdade é que um amor decadente é a prova viva de que sofrer por amor ainda vale a pena.
Não deveríamos ter medo da intensidade da decadência do amor, porque na vida o que importará de verdade é se ousamos no amor e ousar aqui significa o quanto estivemos dispostos em apostar nele, até o último instante de nossas vidas.

Um amor decadente acima de tudo significa que nós estamos amando, vivendo, sofrendo, caindo, bebendo, fazendo papel de idiota, tudo no gerúndio, assim mesmo. Quem tem medo disso ou quem se priva disso de alguma forma está perdendo tempo e tempo é algo tão raro que não merece ser desperdiçado.

capa-Johnny-Hooker

Essa história de sofrer bebendo todas em um bar, acá denominado de “amor decadente” é a atmosfera principal do aclamado disco do cantor Johnny Hooker. O disco que é intitulado de “Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!” tem como pano de fundo a decadência afetiva.
Johnny Hooker fez um disco pra expor o amor, sem nenhum tipo de pudor e isso o qualifica como um disco explosivo e coerente.

Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!” fala de promessas afetivas não cumpridas e do sofrimento de um “eu” enganado, trocado, humilhado, não levado a sério. Com versos irreverentes como “Você ainda pensa em mim quando você fode com ele” / “Se não me quiser não me procure nem pra foder, eu insisto!“, Johnny Hooker surge como um grande expoente da música brasileira e devemos prestar atenção nele daqui pra frente.

Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!” é um disco destacado por ter personalidade e um discurso autêntico. Isso não quer dizer que não possamos encontrar referências de outras artistas no trabalho do Hooker. Pessoalmente eu acho que Johnny Hooker pode ser visto como um Filipe Catto mais rebelde e sem medo de se expor, inclusive para fazer referências ás suas aventuras sexuais. Opinião á parte, Johnny Hooker tem a rebeldia do rock, a capacidade de chamar a atenção do pop e a melancolia da música brega. O disco do Johnny é um disco múltiplo, sem se perder e sem confundir o seu expectador. A mensagem é direta, livre e apaixonante. Johnny é muito mais do que um artista local, ele canta o que o público quer ouvir, ele fala de amor, brigas, sexo, tudo isso sem perder a cabeça e no final consegue tirar um grande sarro de tudo isso.

Pra quem sofre de amor ou que algum dia irá passar pelas decadências do destino, só posso dizer que a vida é um disco do Johnny Hooker, e o que virá depois do álbum é assunto para outro post!

A seguir, listei cinco músicas que você deveria escutar do disco:

01 Eu Vou Fazer Uma Macumba Pra Te Amarrar, Maldito!
02 Alma Sebosa
03 Você Ainda Pensa?
04 Volta
05 Amor Marginal

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