Whispers II é delicado, frágil e consciente do seu desconforto, de todo o peso existencial que gira em torno do amor, de sua ausência.

Um disco para dias vazios. Um disco para uma alma vazia.  Um disco para sobreviver. Um disco para crescimento. Um disco para sentir saudade.Um disco que tenta resgatar a nossa esperança de viver em um mundo são. Um disco que acredita no amor medindo. Um disco que suspira as marcas do tempo perdido. Um disco que narra a solidão com a sua própria dor. Um disco com atmosfera de quem deixou de ser e amar, mas se apoia na sua própria fragilidade.  Um disco centrado e dolorido.
 Whispers II é  delicado, frágil e consciente do seu desconforto, de todo o peso existencial que gira em torno do amor, de sua ausência. Há aqui um ponto de consciência que procura libertação, à sua forma. “Fear of Fear” abre o álbum e rapidamente denuncia a grandiosidade existencial que perdurará no disco. É uma necessidade de preenchimento, ainda que o “eu” esteja recolhido, só, e tentando entender qual é parte sã de viver e amar. Há versos como: “Fill my bed full of shadows / Fill my dreams full of strangers / Fill my ears with a ringing / Fill my heart with a fear of fear”. 
“Catch in the Dark” representa com fidelidade o quanto o amor pode ser cruel e injusto e pesado: “I’m a tear drop in an ocean of flames”.  
Já a “Thousand Matches” deixa a mensagem que muitos de nós, ás vezes,nos recusamos a aceitar: “When you love someone sometimes you gotta let them go”. 
“I’ll be your man” mostra a necessidade de não perder as esperanças, na medida do razoável, do confortável: “Give me one last chance, I’ll be your man”. 
“Travelling alone” deixa a sua essência ao abordar o abandono, a tristeza, a solidão, as marcas de promessas não cumpridas. Aqui, encontramos um “eu” feminino que diz: “men are all assholes and life’s a bad joke”.
“David” aborda erros, analisados sobre a perspectiva de uma vida inteira. 
Já “Words” aborda encontros casuais, que deixam marcas em nossas vidas. 
“The Way That I Need You” tem um poder avassalador. É o ponto de reconhecimento, de sair de cena: “So I’m leaving before there’s nothing to believe in / I’m just craving for a love I never knew / Please don’t go mistreating me / I’m not saying you’ve been misleading me / Just not needing me the way that I need you”.
 “Strangers” aborda um vazio existencial que chega a ser assustador de tão real. Fortemente candidata a melhor faixa do disco, “strangers” faz de “Whispers II” um giro explosivo, ainda que mergulhado na fragilidade humana diante do amor. “Strangers” compartilha com nós algo como: ” Though you’re in a house don’t mean its a home / Though you’re in a crowd doesn’t mean you’re not alone / You know my heart is yours and yours alone”. 
Última faixa do disco, “Nothing’s Change” aborda a relevância da reflexão a partir do silêncio, como um processo importante e válido para o nosso auto-conhecimento e, eu diria que para o nosso auto-encorajamento. Aqui, temos: “Sometimes words don’t say enough / Sometimes silence says too much / Too 
close for comfort but too far too touch”.
Whispers II é, merecidamente, o melhor disco de 2015, para o cappuccino pop. 
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