Enfeitando domingos com discos

Domingo é aquele dia em que tentamos dar legitimidade aos nossos sentimentos. E, para auxiliar essa (nossa) busca que parece ser inconstante, nada melhor que discos, muitos discos. Com essa seleção pessoal eu tento deixar para o meu interlocutor um discurso poderoso para reflexão, para tomada de consciência, para ser livre.

10. Early In The Morning (2011) – James Vincent McMorrow

Early In The Morning
“Early In The Morning” é um álbum que transpira esperança. Esperança de que esse vazio, esse peso, essa falta, essa abordagem incorreta fiquem definitivamente escritos em um passado distante.

09. Blue (1971) – Joni Mitchell

Blue
Um disco que nos conquista pelo seu sincero tom confessional como principal modo de se expressar. “Blue” é sem dúvidas um dos maiores discos de todos os tempos da música.

08. Vespertine (2001) – Björk

Vespertine
“Vespertine” é um disco para dias cinzas. Aqueles dias em que você não se reconhece, não sabe onde está e para onde está indo. Eu diria que nesse disco o interlocutor encontrará uma atmosfera sombria e pronta para tudo.

07. Cat Days (2016) – Phillip Long

CAPA
Desde “Man On A Tightrope” Phillip Long nos deu provas convincentes de que ele é um dos maiores compositores brasileiros dessa nova geração. “Cat Days” é mais um disco que o cantor nos presenteia para que possamos exercer o nosso hábito de problematizar o amor no auge das tardes de domingos. “Cat Days” te faz sentir a leveza da vida, onde quer que ela esteja, e nos lembra que conquistá-la é o único idealismo que vale a pena.

06. Little Giant (2014) – Roo Panes

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Um disco que canta sobre o vazio. “Little Giant” é tão deslumbrante que você se identifica em cada suspiro do cantor. Sem dúvidas, esse é um dos discos mais lindo (e dolorido) de todos os tempos, na minha opinião.

05. Tropix (2016) – Céu

tropix
“Tropix” é sem dúvida um dos grandes destaques que foram lançados em 2016. Esse é daqueles exemplos de discos de que quando você ouve pela primeira vez você se sente livre para poder prestar atenção na carreira da artista.

04. A Mulher do Fim do Mundo (2015) – Elza Soares

a mulher do fim do mundo
“A Mulher do Fim do Mundo” pode ser considerado como um dos pontos altos da música brasileira desde o início da década de 2000. Politicamente engajado, Elza Soares deixa um discurso feminista forte para a história da música.

03. The Reminder (2007) – Feist

the-reminder
Imagina você olhar para a janela e perceber que há muita coisa lá fora além do barulho de uma chuva. Você passa a perceber com “The Reminder” que o amor é indecifrável e você tende a hesitar se deveria afirmar se ele é (ou não) inalcançável.

02. Dear (2010) – Keaton Henson

dear
Se a grande marca dos domingos parece ser essa introspecção forçada, eis aqui um disco para ser apreciado da primeira a última faixa. Um disco delicado, equilibrado e notadamente capaz de expressar os complexos da vida humana.

01. All We Grow (2010) – S. Carey

all we grow
Com uma sonoridade muito próxima a Bon Iver, “All We Grow” nos entrega uma serenidade sonora sem perder a beleza da sua introspecção contemplativa.

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